




It is clear that I must find my other half. But is it a he or a she? What does this person look like? Identical to me? Or somehow complementary? Does my other half have what I don’t? Did he get the looks? The luck? The love? Were we really separated forcibly or did he just run off with the good stuff? Or did I? Will this person embarrass me? What about sex? Is that how we put ourselves back together again? Or can two people actually become one again?

Hedwig and The Angry Inch conta a história de Hansel, que é um jovem que mora em Berlim Ocidental e que sonha em se tornar uma grande estrela do rock nos Estados Unidos. Até que ele conhece um belo americano que lhe promete amor e liberdade e que pode fazer com que todos os seus sonhos se tornem reais.. Mas para ir para os Estados Unidos juntamente com ele, Hansel precisará fazer uma operação de mudança de sexo, pois somente assim com ele poderá se casar. Assim nasce Hedwig (John Cameron Mitchell), que chega a Kansas no mesmo dia em que o Muro de Berlim é derrubado.
Essa pode ser considerada a introdução a história de Hedwig: Rock, Amor e Traição (do Original: Hedwig And The Angry Inch - eu odeio títulos brasileiros), mas esse filme de 2001, que conta com a direção, atuação e roteiro de John Cameron Mitchell, é muito mais do que isso; essa adaptação da peça homônima do circuito off-Broadway é uma verdadeira obra prima.
O filme começa nos apresentando a Hedwig onde ela mais brilha: no ‘palco’. Logo na primeira música ('Tear Me Down’), já ficamos familiarizados com as comparações entre Hedwig e o muro de Berlim, fato que pode ser interpretado de diversas maneiras.
Depois que o furacão Hedwig nos é apresentado, vamos conhecendo-a aos poucos e descobrindo sua estranha história de vida; os flashbacks (geralmente contados pela própria Hedwig), vão mostrando todos os acontecimentos, traumas e desafios que Hedwig passou desde sua infância. Tudo sempre ao ritmo de um excelente rock 'n’ roll, com pitadas de glam e punk rock.
Difícil descrever o desempenho de John Cameron Mitchell. Intenso talvez seja uma palavra adequada. Mas melhor dizer que foi brilhante. Sua entrega completa ao personagem é notável, seja através das canções ou das cenas de Hedwig com seus amigos e 'amores’.
A presença de Michael Pitt como Tommy Gnost também é algo que deve ser destacado. O personagem tem uma importância fundamental na história, que não contarei pra não estragar a surpresa de ninguém.
A fotografia e o figurino de Hedwig and The Angry Inch, como aparentam, são realmente de tirar o fôlego. Belos, exuberantes, extravagantes; exagerados e intensos como a própria Hedwig. Destaque pra belíssima sequencia de 'The Origin Of Love’.
Agora, acho que todos o assistirem irão concordar que o maior trunfo do filme é sua trilha sonora. Ele não possui músicas de outros cantores; são em maioria original (Hedwig até cantarola 'Walk On The Wild Side’ de Lou Reed, mas não passa disso), e com letras e melodias brilhantes. Tem as mais vibrantes tais quais 'Tear me Down’, e 'Angry Inch’ (canção que leva o nome do filme, e que não existe melhor maneira de definir senão genial), e as mais sentimentais, tal qual 'Wicked Little Town’, 'The Origin of Love’ ( que merece uma ressalva por ser uma das músicas mais brilhantes que escutei na minha vida, com uma letra de tocar o coração), e ainda as divertidas, como 'Sugar Daddy’ e 'Wig in a Box’. Completamente apaixonante, acredito que ele e 'Velvet Goldmine’ carregam o título de minhas trilhas sonoras favoritas.
É um filme que merece ser visto; se você não possuí o original mas tem curiosidade de ver, disponibilizarei alguns links para download: (nota obrigatória: lembrem-se que, se forem fazer o download, o arquivo deverá ser excluído após 24 horas e vocês devem adquirir o original).
Download em RMVB, legendado em PT-BR:
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Link original da crítica: