"O que importa é aquele sentimento que tenho dentro de mim - embora não com frequência, admito, e sim de vez em quando. Sei que é um bom sentimento para ser cultivado. E, além disso, acontece a todo mundo ou a quase todos. Está ali, perto de nós e todos nós sabemos. Pare de usar essa metralhadora! Pare de perseguir seja a quem for que esteja perseguindo! Acalme-se, respire normalmente, deixe que um pouco de paz se infiltre em seus ossos. Não adianta. Você não deseja isto. Continuará a ocupar-se com as malditas frioleiras de sempre."
—George Bowling em “Um Pouco de Ar, Por Favor!” - George Orwell
"Precisamos, todos, de uma razão para viver. Mesmo que seja o ódio."
—Ana Miranda - A Última Quimera
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Bem como a ondulação incessante e monótona do oceano agita a alma, assim também aquele perpassar perene, quase silencioso, de uma corrente caudal, insensivelmente nos leva a meditar.
E quando o homem medita, torna-se triste.
Franca e espontânea é a alegria, como todo o fato repentino da natureza. A tristeza é uma vaga aspiração metafísica uma elação inquieta e quase dolorosa acima da contingência material.
Ninguém se prepara para ficar alegre. A melancolia, pelo contrário, aos poucos é que chega como efeito de fenômenos psicológicos a encadear-se uns nos outros.
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—Inocência - Visconde de Taunay
"E assim, estendemos a mão para o caos furioso, apanhamos alguma coisa pequena e brilhante e nos agarramos a ela, dizendo para nós mesmos que ela tem significado, que o mundo é bom, que não somos a encarnação do mal e que no fim iremos pra casa."
—Lestat de Lioncourt - A História do Ladrão de Corpos (Anne Rice)
"Ele entendeu, como se fosse uma descoberta original, que ninguém consegue escapar do dinheiro simplesmente ficando sem ele."
—A Flor da Inglaterra - George Orwell
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- Ouça. Quanto maior o número de homens que você teve, maior é o meu amor. Compreende isso?
- Perfeitamente.
- Detesto a pureza, odeio a bondade. Não quero virtude em lugar nenhum. Quero que todo mundo seja devasso até os ossos.
- Bom, então acho que vai gostar de mim, querido. Sou devassa até os ossos.
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—1984 - George Orwell